O governo do Reino Unido anunciou a 12 de outubro de 2026 que os cientistas do AI Security Institute britânico estão a realizar avaliações rigorosas da mais recente geração de modelos avançados de inteligência artificial, após contactos com grandes programadores e com o governo dos Estados Unidos. A confirmação surgiu num comunicado do Cabinet Office, coincidente com o discurso do ministro da IA, Kanishka Narayan, no incubadora Base One do Imperial College London.

O mesmo texto descreve um pacote mais amplo: usar modelos de fronteira para reforçar a ciberdefesa do Estado, com base em pilotos que, segundo Londres, já identificaram e corrigiram mais de mil vulnerabilidades; estudar proteções mais fortes no âmbito do Cyber Security and Resilience Bill, incluindo a forma de assinalar incidentes graves e quase-incidentes ligados à IA; e preparar, com o National Cyber Security Centre, respostas a incidentes com agentes autónomos.

Narayan afirmou que o Reino Unido deve ser um dos países mais difíceis de atacar com inteligência artificial e pediu às empresas que desenvolvem modelos que escutem os seus cientistas quando estes alertam para riscos graves, investiguem comportamentos inesperados e não libertem sistemas que não consigam controlar de forma adequada. A ministra do Ciberespaço, Liz Lloyd, associou a agenda ao Cyber Bill e ao alargamento da proteção assistida por IA nos serviços públicos.

Este ponto sobre o acesso do AISI fecha uma história iniciada na véspera. A 11 de outubro, o The Telegraph noticiou que a Casa Branca tinha anulado um pedido anterior para que laboratórios como a OpenAI e a Anthropic retivessem modelos pré-lançamento dos avaliadores britânicos. A Reuters ecoou essa reportagem. A 12 de outubro, vários meios citaram Narayan a confirmar que o Reino Unido manteria o acesso antecipado para testes de segurança. O comunicado do GOV.UK não nomeia a OpenAI, a Anthropic nem uma reviravolta da Casa Branca; limita-se a dizer que as avaliações dos modelos mais recentes estão em curso após trabalho com programadores e com Washington.

Neste ciclo de verificação não foi encontrada uma declaração separada da Casa Branca nem confirmação dos laboratórios. Os factos de primeira mão e duráveis são o anúncio britânico das avaliações em curso no AISI e as medidas de ciber-resiliência associadas. Afirmações sobre uma reviravolta concreta em Washington continuam atribuídas ao The Telegraph e a reportagens secundárias enquanto a Casa Branca não as confirmar.

Para o ecossistema da IA, o efeito prático é que o organismo nacional britânico mais bem apetrechado para avaliar modelos diz estar de novo a testar os sistemas mais recentes antes do lançamento público, enquanto Londres endurece planos de cibersegurança e de resposta a incidentes com agentes autónomos.

Referências