Quem compra o Claude através da Google Cloud tem agora uma segunda forma de o utilizar. Numa publicação datada de 23 de outubro, a Google Cloud anunciou a disponibilidade geral do Claude Models on Google Cloud (Anthropic managed), uma versão do serviço que a própria Anthropic opera sobre a infraestrutura da Google. Na véspera, a Anthropic já tinha registado o lançamento nas notas para programadores, apresentando-o como a API do Claude gerida pela empresa e acessível a partir do projeto Google Cloud de cada cliente.

A diferença prática está em quem trata os dados e na rapidez com que chegam as novidades. Nesta modalidade, a Anthropic assume o papel de subcontratante do tratamento ao abrigo dos seus próprios termos comerciais, e os clientes recebem as ferramentas da Claude Platform no dia em que saem, incluindo o Claude Managed Agents em beta, as skills e a execução de código. As notas da Anthropic acrescentam que o modo rápido do Claude Opus 5.5 também está disponível. O acesso continua a passar pelo Google Cloud IAM, a atividade fica registada no Cloud Audit Logging e os custos entram na fatura Google Cloud através do Marketplace, contando para os compromissos de consumo elegíveis.

A via anterior, gerida pela Google, continua a existir. Aí, a Google Cloud mantém-se como subcontratante ao abrigo dos contratos já assinados e oferece VPC Service Controls, chaves de cifra geridas pelo cliente e residência de dados nos Estados Unidos, na União Europeia e na região Ásia-Pacífico, além de integração com serviços como o BigQuery e o Model Armor. As novas funcionalidades da plataforma só lá chegam depois de a Google as integrar. Segundo a Google, ambas as versões recebem os novos modelos Claude no dia do lançamento e aos mesmos preços, pelo que a escolha se resume a exigências de governação contra rapidez de acesso.

O texto é assinado por Michael Gerstenhaber, vice-presidente de gestão de produto na Google Cloud, que enumera o Claude Fable 5.1, o Sonnet 5.5, o Haiku 5.5 e o Opus 5.5 como os modelos atuais acessíveis por qualquer das vias.

A decisão encaixa numa tendência mais ampla de os fornecedores de nuvem flexibilizarem a forma como servem modelos de parceiros. A Anthropic já mantém uma oferta semelhante, operada por si, na nuvem da Amazon, a que as notas chamam Claude Platform on AWS. No início da semana, Gerstenhaber anunciou também a chegada dos modelos da OpenAI à Google Cloud, reforçando a aposta da Google em apresentar a plataforma como um mercado neutro, mesmo vendendo os seus próprios modelos Gemini.

Para as empresas, há uma escolha a fazer. As equipas que querem as ferramentas de agentes mais recentes da Anthropic sem esperar podem agora manter compras, identidade e faturação dentro da Google Cloud. Já os clientes de setores regulados que precisam da Google como subcontratante, de garantias de residência regional ou de chaves geridas por si deverão continuar na opção gerida pela Google. A publicação não diz se esses controlos de residência, chaves ou rede privada chegarão mais tarde à versão gerida pela Anthropic, e nenhuma das empresas indicou diferenças de preço além de afirmar que as tabelas coincidem.

Referências