A LangChain está a alargar as opções de implementação do LangSmith, a sua plataforma para rastrear, avaliar e executar agentes de IA. Numa publicação de 3 de novembro de 2026, a empresa anunciou que o LangSmith Bring Your Own Cloud (BYOC) passa a funcionar no Microsoft Azure e no Google Cloud em versão beta, somando-se à Amazon Web Services, onde a modalidade já está em disponibilidade geral. A LangChain tinha estreado o BYOC na AWS em agosto.
O produto destina-se a empresas com regras rígidas de residência de dados ou de conformidade que, ainda assim, preferem um serviço gerido. O BYOC divide o LangSmith em duas partes. A LangChain opera o plano de controlo, onde ficam a autenticação, a configuração de organizações e espaços de trabalho, os metadados de faturação, as chaves de API em formato hash e os recursos estáticos da interface. O cliente detém o plano de dados na sua própria conta de nuvem, e é aí que reside o material sensível: rastos, prompts, conjuntos de dados, resultados de avaliações e agentes implementados. Uma organização pode ter vários planos de dados, separados por região, ambiente ou unidade de negócio, cada um numa conta ou até numa nuvem diferente.
Até agora, as organizações com estas restrições tinham de alojar o LangSmith por conta própria, o que, segundo a LangChain, obrigava a ter engenheiros de plataforma dedicados a corrigir serviços com estado, configurar bases de dados, executar migrações de esquema e coordenar atualizações Helm em vários ambientes. Com o BYOC, é a LangChain que provisiona e opera a solução dentro da rede do cliente, tratando da escalabilidade e das atualizações. A empresa diz que os clientes da AWS apontam como principais vantagens as atualizações contínuas, o acesso mais rápido às novidades lançadas no LangSmith Cloud e o ajuste automático de capacidade.
A implementação varia consoante a nuvem. No Azure, o plano de dados corre numa rede virtual dedicada com um endpoint privado da API do AKS, recorre ao Istio e ao KEDA para encaminhamento e escalabilidade orientada a eventos e envia a telemetria do sistema para o Azure Monitor; as LangSmith Sandboxes ainda não são suportadas nesta nuvem. No Google Cloud, os planos de dados podem ficar em qualquer região e são geridos a partir do plano de controlo norte-americano do LangSmith. Na AWS, o BYOC corre dentro da VPC já existente do cliente, com a base de dados nas sub-redes escolhidas e grupos de segurança associáveis a cada função aplicacional. Nas três nuvens, os planos de dados podem também alojar endpoints de Managed Deep Agents.
A LangChain oferece ainda uma saída para quem aloja a plataforma internamente. Uma ferramenta de migração de código aberto copia recursos dos espaços de trabalho, como utilizadores e funções, conjuntos de dados, experiências, prompts, configurações de filas de anotação, regras de automatização, painéis e recursos do Fleet, sem desligar a instância original. Rastos, execuções e feedback são transferidos à parte com ferramentas internas da LangChain, passo que por agora só existe na AWS. Os módulos Terraform do BYOC são públicos, e o LLM Gateway instalado no plano de dados consegue chamar modelos de 11 fornecedores, bem como qualquer endpoint compatível com a OpenAI ou a Anthropic.
Para equipas que constroem agentes em setores regulados, a principal mudança é o fim de uma limitação de nuvem: uma organização padronizada no Azure ou no Google Cloud deixa de ter de escolher entre gerir o LangSmith sozinha e enviar a telemetria para a nuvem da LangChain. O modelo comercial mantém-se, com os planos de dados a serem provisionados através da equipa de vendas.
Há ressalvas. O Azure e o Google Cloud estão em beta, a migração de rastos limita-se à AWS e o anúncio não inclui preços nem compromissos de nível de serviço. Na altura desta verificação, a página principal de documentação do BYOC ainda indicava a AWS como único fornecedor em disponibilidade geral, com outros planeados, o que sugere que os pormenores das novas nuvens podem ainda estar a assentar. As vantagens para clientes citadas na publicação são relato da própria LangChain.