A LangChain lançou a versão 0.10 dos Managed Deep Agents, o seu serviço alojado para criar e executar agentes no LangSmith sem gerir infraestrutura. Disponível em beta pública desde 29 de outubro, a atualização dá aos agentes duas capacidades muito pedidas pelos programadores: um navegador web verdadeiro que podem operar e subagentes capazes de trabalhar em segundo plano sem bloquear a conversa.

O navegador destina-se às inúmeras tarefas do dia a dia, como reservar viagens, cancelar uma subscrição ou apresentar uma reclamação, que vivem em sites sem API. A LangChain defende que descarregar a página não basta, porque o HTML chega antes de os scripts desenharem o conteúdo e não há nada em que clicar. Na v0.10, o programador declara um navegador no projeto com uma única chamada define_browser, e a plataforma executa-o remotamente numa sandbox própria do LangSmith, juntando automaticamente várias ferramentas: browser_snapshot lê a árvore de acessibilidade da página e identifica os elementos, browser_run executa lotes de ações ou scripts ao estilo Playwright, browser_screenshot captura a página e browser_handoff passa o controlo a uma pessoa.

Essa passagem de controlo é a peça central em matéria de segurança. Quando o agente encontra um ecrã de login ou um pedido de autenticação de dois fatores, pede ao utilizador que assuma a janela, no LangSmith Studio ou no Slack, e é o próprio utilizador quem inicia sessão antes de clicar em Hand back. As credenciais nunca aparecem nas mensagens do modelo, nos registos de execução nem nos registos do fornecedor. O navegador pode estar associado a uma única conversa, começando sempre do zero, ou a um utilizador, mantendo o login entre as várias conversas dessa pessoa. Por omissão, os navegadores inativos desligam-se ao fim de dez minutos.

A LangChain construiu as ferramentas sobre o Stagehand, o SDK de código aberto da Browserbase, e afirma que, em 100 tarefas do WebVoyager, tiveram êxito em 90% dos casos por 1,98 dólares no total, o melhor resultado entre os sete conjuntos de ferramentas comparados. Como o navegador tem uma ligação privada à sandbox do agente, um agente de programação pode também arrancar uma aplicação localmente e percorrê-la para testes de ponta a ponta, guardando depois os passos como um teste Playwright reutilizável.

A segunda grande novidade são os subagentes assíncronos. Até aqui, os subagentes delegados corriam em linha e o utilizador tinha de esperar. Marcar um subagente como async permite que trabalhe na sua própria conversa enquanto o orquestrador continua a falar; o agente principal pode acompanhar, reorientar ou cancelar a tarefa, e o resultado chega automaticamente, sem necessidade de consultas repetidas. Há ainda respostas que regressam ao fio do Slack de origem, um botão Stop, gestores experimentais de eventos do Slack, um mecanismo resolveUser para mapear identidades e alterações incompatíveis que passam a declaração dos servidores MCP para ficheiros de ferramentas.

Os números de precisão e de custo nos testes vêm da própria LangChain e não foram reproduzidos de forma independente. A empresa promete publicar em breve uma análise mais detalhada de como testou as ferramentas de navegação.

Referências